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MANCHETE: Wassef, Zanin e outros advogados são alvos da Operação Lava Jato

  • 9 de set. de 2020
  • 3 min de leitura



A Justiça expediu 50 mandados de busca e apreensão na investigação de desvio de R$ 150 milhões da Fecomércio, Sesc e Senac do RJ. Não há mandados de prisão; 26 pessoas viraram rés.


Os advogados Frederick Wassef (que representou a família Bolsonaro), Cristiano Zanin (Lula) e Ana Tereza Basílio (Wilson Witzel) são alvos de nova fase da Operação Lava Jato, nesta quarta-feira (9). Bolsonaro, Lula e Witzel não são investigados nesta operação.


A Operação E$quema S investiga desvios de pelo menos R$ 150 milhões do Sistema S do RJ por escritórios de advocacia no Rio e em São Paulo, para propinas a agentes públicos.


A operação é baseada em uma delação premiada de Orlando Diniz, ex-presidente da seção fluminense do Sistema S -- que engloba Fecomércio, Sesc e Senac.

O juiz federal Marcelo Bretas expediu 50 mandados de buscas e apreensões -- não há mandados de prisão -- e aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), tornando rés 26 pessoas (veja a lista abaixo) .


Segundo o MPF, um dos escritórios alvo de buscas -- o Eluf e Santos -- foi contratado no esquema para repassar dinheiro a Wassef.


A Lava Jato apurou que as entidades do Sistema S teriam destinado pelo menos metade do seu orçamento anual a contratos com escritórios de advocacia.

A força-tarefa aponta que a Fecomércio-RJ, por exemplo, gastou R$ 355 milhões a pretexto de advocacia, "por serviços supostamente prestados", dos quais "ao menos R$ 151 milhões foram desviados".


Segundo o MPF, alguns dos pagamentos foram "sob contratos de prestação de serviços advocatícios ideologicamente falsos"; sem contratação formal e sem critérios técnicos, como concorrência ou licitação.


Réus na E$quema S
  1. Adriana Ancelmo

  2. Ana Tereza Basílio

  3. Antônio Augusto de Souza Coelho

  4. Caio Cesar Vieira Rocha

  5. Cristiano Rondon Prado de Albuquerque

  6. Cristiano Zanin Martins

  7. Daniel Beltrão de Rossiter Correa

  8. Edgar Hermellino Leite Júnior

  9. Eduardo Filipe Alves Martins

  10. Eurico de Jesus Teles Neto

  11. Fernando Lopes Hargreaves

  12. Flávio Diz Zveiter

  13. Francisco Cesar Asfor Rocha

  14. Hermann de Almeida Melo

  15. Jamilson Santos de Farias

  16. João Cândido Ferreira Leão

  17. José Roberto de Albuquerque Sampaio

  18. Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira

  19. Marcelo Henrique de Oliveira

  20. Marcelo José Salles de Almeida

  21. Marcelo Rossi Nobre

  22. Orlando Santos Diniz

  23. Roberto Teixeira

  24. Sérgio Cabral

  25. Tiago Cedraz Leite Oliveira

  26. Vladimir Spíndola Silva


Mandados em dois estados e no DF

Equipes da força-tarefa cumpriam os mandados no Rio, em São Paulo e no Distrito Federal.

Por volta das 6h, os policiais chegaram em um endereço na Rua Urbano Santos, na Urca, e na Avenida Visconde de Albuquerque, no Leblon, ambos na Zona Sul da cidade.

Pouco depois, os policiais estiveram em um endereço na Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, no condomínio Golden Green, na Barra da Tijuca. Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio.


Investigação por suspeita de corrupção

Diniz já havia sido preso, em 2018, em desdobramento da Operação Lava Jato no Rio. No mesmo ano, porém, o ex-executivo foi solto por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).


O ex-empresário foi detido por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e integrar organização criminosa.


Um dos crimes investigados na época era a contratação de "funcionários fantasmas" pelo Sesc e pelo Senac (ligados à Fecomércio). Por exemplo, uma chef de cozinha para o Palácio Guanabara e uma governanta do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Elas recebiam salários pelas entidades.


Diniz ficou quatro meses preso. Em junho, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes concedeu habeas corpus ao ex-empresário.


 
 
 

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