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POLÊMICA: Ministro Gilmar Mendes fala em 'pacificação' após julgamento sobre Lula

  • 4 de abr. de 2018
  • 2 min de leitura

Ministro afirmou ainda que o país vive um momento de tensão



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou que acredita numa "pacificação" do país após o julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para esta quarta-feira (4). A declaração de Gilmar Mendes ocorreu após o ministro ter participado de um seminário em Lisboa nessa terça-feira (3). Ele deixou a capital portuguesa para retornar a Brasília e participar do julgamento.


"Acredito numa pacificação, não num aumento de conflitos. Talvez um aumento aqui e acolá, palavras mais duras, palavras de ordem, mas não me parece que haverá uma sublevação [...] Qualquer que seja o resultado, pró-execução em segundo grau ou não, me parece que haverá uma pacificação", afirmou Gilmar Mendes, quando questionado sobre a tensão em torno do julgamento.


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Segundo destaca o G1, Gilmar Mendes afirmou ainda que o país vive um momento de tensão, alimentado por um "coquetel" feito de crise política misturada com a proximidade das eleições.


"Nós temos aqui um coquetel neste momento: toda a crise política, muito adensada, misturada com as eleições. É um quadro grave que contribui para esta divisão", disse o ministro. "Um candidato a presidente, já condenado em segundo grau, mas que lidera as pesquisas. Isso é um componente mais grave para esse coquetel. Tudo isso contribui para essa tensão", completou.


Segundo o ministro, o tribunal precisa "esclarecer essa confusão", em referência à permissão ou proibição da prisão após segunda instância.


"Para mim é uma grande confusão que nós temos de esclarecer. Se o juiz após a segunda instância pode prender, ele tem de fundamentar, explicar por que ele está aplicando a prisão. Se de fato há uma automaticidade, nós temos de esclarecer. Porque há uma grande confusão", afirmou Mendes.


O STF vai julgar o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente, que quer garantir que ele não seja preso, mesmo após ter sido condenado na segunda instância a 12 anos e 1 mês de cadeia.


 
 
 

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